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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A sociedade do anti social

Em 1995 fiz este poema, como parte de um trabalho escolar para minha filha Ester.
Paulo C Denúbila


Um poema que se faz
Sem rima (às vezes coincide)
E sem métrica.
Não obstante, seguindo o compasso descompassado da vida
Apenas com palavras soltas ao ar.
Para falar de que?
De planta ou de animal?
Não...Não do irracional
Mas do complicadíssimo homo sapiens, do superior,
Formado à imagem e semelhança do Criador.
Originalmente descomplicado
Da terra foi formado
Macho e fêmea elaborados
Para dar prosseguimento à vida.
Nada se fazia a não ser
Em perfeita harmonia
Com a natureza viver.
Pretensões...Mas que pretensões?
Pois tinha tudo a seus pés
Do fruto da terra se servia
Não precisava trabalhar.
Aglomeração populacional não havia
Por terras e por espaço
Não necessitava lutar.
Em fim, lutar contra quem?
Pisar em quem?
Agredir a quem?
Matar quem?
Roubar de quem?
Trair quem?
Prostituir-se com quem
Se não existia o"quem"?
No entanto, começaram a surgir
E, pouco a pouco, não eram cinco, nem cem
Mas aos milhares e milhões
Sempre vivendo e convivendo
Por interesses próprios
Em muitas aglomerações.
E o descomplicado ser humano
Danou-se a cheio de complicações.
Porque passou a ter com quem lutar
Em quem pisar
A quem inferiorizar
A quem agredir
A quem matar
A quem roubar
A quem trair
E também com quem competir.
Afinal, quem é o "quem"?
É a própria humanidade egoísta
Pelo que se comprova a tal.
Pois os humanos, ainda que em sociedade vivam
Não são mais que um ser anti social.
Por ventura não vem ser isto uma incoerência total?

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