Paulo C Denúbila
Ao voo da águia a que devo assemelhar?
Olho para o alto
Que alucinante aventura
Se suas asas pudesse eu roubar!
Que deslumbrante ventura
Se num vertiginoso mergulho
Pelo impulso de um voo rasante
Aos ares, outra vez me elevar!
Altivo, soberano em minhas alturas
Desafiar-me, quem seria capaz?
Somente a morte
Que a seu tempo, minha alma
Às sombras me fará voar.
Uma coisa com certeza sei.
Que seu esplêndido voo
Nunca poderei roubar.
Mas ainda que em prisões
Sentado em meus pensamentos
Acima das águias posso eu voar.
Meu espírito tem asas!
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