Paulo C Denúbila
Por mais que sejamos motivados a estabelecer metas durante as diversas fases de nossa existência, elas não são suficientes para nos fazer perpetuamente realizados, exatamente por atingirem o alvo.
Lembrando que o alvo é a finalização de um percurso, ou seja, a estagnação de um objetivo, de uma ilusão, de uma busca, as quais chegaram ao final, despertando maior entusiasmo enquanto estavam por acontecer.
Ainda que depois desfrutar da vitória seja prazeroso, com o decorrer dos dias vai se tornando rotina e a satisfação primeira se esvai, pois o homem, comumente, salvo raras exceções, não se contenta somente com o que já foi conquistado, mas quer sempre mais, justamente por não conseguir permanecer inerte e operando dentro dos limites do que já conquistou.
O que se pode esperar, quanto a considerarmos totalmente realizados, se presumivelmente os interesses vão sempre além do poder que têm as coisas para nos satisfazer plenamente? O ser humano é seta que voa.
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