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Os trabalhos publicados- de minha autoria ou não- são acompanhados dos nomes dos respectivos autores.







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Uma boa ação vence o mau juízo

      Um homem entra em uma determinada farmácia, e fazendo uso de suas atribuições, como fiscal alega que o farmacêutico está indevidamente vendendo amostras grátis, e aplica-lhe uma considerável multa.
     Não apenas por causa do transtorno financeiro que aquilo iria causar, mas principalmente por uma questão de honra, o proprietário rebatia ardorosamente a atitude temerária daquela autoridade.
   Sendo o espaço comercial uma extensão de sua própria residência, a notícia espalhou-se  casa a dentro, deixando todos em polvorosa, e por se tratar de um lar cristão, sua sogra imediatamente se pôs a interceder por ele, em oração. 
    Ao mesmo tempo lá fora, enquanto o digníssimo, de maneira intransigente, insistia em promulgar a pena sob os protestos de sua vítima, que tentava convencê-lo de que tudo não passava de um equívoco, repentinamente sofre uma convulsão e cai estrebuchando-se todo, sendo, de imediato, socorrido pelo dono da farmácia.
    Após algum tempo, ao se recobrar do acesso,  viu-se no quarto, em uma cama, circundado dos devidos cuidados que os da casa lhe dispensavam. Ao recuperar inteiramente os sentidos levantou-se, e com aquele jeito sem graça acompanha o proprietário que, cortesmente, o convida para concluir o fato.
    Quando já, com a caneta em mãos, por fim, disposto a assinar o tal documento, surpreende-se quando o convalescente fiscal, numa atitude não menos nobre, toma a folha e a rasga, endereçando-a à lixeira. Por fim, todo desajeitado, desculpa-se, e se vai.
   
 Este episódio, contado por minha tia Cleia, refere-se ao meu avô paterno, Antenor Ferreira Júlio de Medeiros, profissional formado em Bioquímica e Farmácia pela Faculdade de Ouro Preto, e falecido no ano de 1968.                                                                                                                                                                              Paulo C Denúbila   26/ 02/ 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tributo aos golfinhos

Oh! Pequena terra, onde se sangra os filhos dos mares!
Se o oceano pudesse recuar, jamais banharia a tua costa,
jamais entregaria suas ingênuas criaturas à crueldade dos teus infantes; jamais deixaria tingir suas águas de escarlata aos olhares das gentes,as quais, ao som crepitante de nadadeiras se debatendo
e de gemidos agonizantes, aplaudem seus cruéis heróis
enquanto golpeiam a esmo as dóceis vidas,
até que a lenta morte faça encerrar o terrível espetáculo!
Oh! Desventurado mar do norte!
Se tu pudesses, desafiarias os jovens da pequena terra,
para a prática de seu ritual junto às orcas ou junto aos temidos tubarões brancos; ou, antes, os convidaria para se conscientizarem de que não é o horror de carnes dilaceradas
que os levarão a se auto-afirmarem que já são homens!

Paulo C Denúbila    24/ 02/ 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O tempo é fácil perder, difícil aproveitar, e impossível recuperar. As distrações e entretenimentos constantes nos roubam o que poderíamos ganhar, adquirindo ou dinheiro ou preciosos conhecimentos.  Paulo C Denúbila

Ressentimentos e ódio

Ressentimentos são chagas, que mesmo curadas deixam cicatrizes, 
e podem ser esquecidas... Ou não?
O ódio é ferida mortal que não mata mas dói, 
sem que se possa curar... Ou se pode?
Quando é o coração quem manda, 
se não é por amor por rancor se sofre.
Se não se tem coração, 
gelidamente põe outros a sofrer.     Paulo C Denúbila

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Problemas e Soluções

O que são problemas senão um momentâneo desconhecimento de como resolver algo no decorrer de uma ação. Principalmente se a ação é primária, é inevitável que o sujeito se surpreenda com aquilo que é desconhecido, assim como aquele que se vê diante de uma encruzilhada pela primeira vez e não sabe, de momento, o caminho a tomar. Neste caso, o problema não é propriamente a encruzilhada, mas sim o desconhecimento da direção a se tomar. Os problemas são parte integrante dos viventes, pois nem tudo conhecemos. Por isso é importante aceitá-los. A própria vida com os seus percalços é a grande escola que nos ensina a viver. Eles surgem para nos manterem ativos enquanto tentamos resolvê-los. A ciência explica que o nosso caminhar depende de um momentâneo desequilíbrio que sofremos a cada passo e que nos obriga a mudar a passada para dar continuidade à caminhada. Assim são também os problemas; não são mais do que como providenciais desequilíbrios que se tornam benéficos, pois ativam a nossa mente para a busca de soluções, e motivam o ser para se achegar mais a Deus, isto, para os que buscam recursos também por meio da fé. Afinal, contribuem para evoluirmos, enquanto trilhamos pelas veredas da vida. Existe um ditado que diz: “Todo problema já nasce com a solução, bastando a nós encontra-la”. Portanto, jamais devemos fugir dos mesmos, sendo que eles nos acompanham para onde quer que nos refugiamos, porém se os enfrentamos, eles fogem de nós.                                                                                                          Paulo C Denúbila