Paulo C Denúbila - 11/06/2014
Maravilhosa é a vida quando
se tem alegria de viver. A alegria é
um estado de alma que não tem preço. Todo ouro e toda prata não teria sentido sem
ela. Acredito que o ser humano, em sua origem, a partir de um determinado tempo quando recebeu o sopro de vida, na pessoa de Adão, isto da parte de Deus, tinha
o espírito muito evoluído, de forma que se conduzia pelo espírito e
independentemente das circunstâncias desfrutava de plena alegria, pois os seus
sentidos eram sob a luz do espírito
e da razão. Mas, à medida que foi se declinando, passou a se nortear pelos sentimentos e não mais pelo brilho da
espiritualidade, expondo-se assim a um mundo de angústias.
.
Esta metamorfose,
simbolizada pela oferta da serpente no jardim do Éden (Gn.cap 3), tirou o homem
do estado de pura e ingênua sublimidade espiritual, carregada de alegria, quando obteve realmente a chave que lhe fechou a porta da ciência do bem, que é pelo espírito, e lhe abriu a porta da malignidade, que é o
sentimento sem o controle do espírito, contrariando assim os desígnios divinos. Este comportamento levou-o à grotesca degeneração de caráter e a uma eterna ignorância, justamente por buscar a felicidade em bens terrenos e prazeres carnais, e consequentemente, a um inexorável estado de
infelicidade e tristeza de alma.
Depressão, angústia,
perturbação, inquietude, insegurança, autopunição, pavor, e ainda ódio, rancor,
egoísmo, soberba, e um sem número de sentimentos mesquinhos e carnais foi o que herdamos e cultivamos dentro de nosso ser.
Depois de a alma encher-se de superfluidades,
de coisas fúteis e imorais, o espírito tende a esvaziar-se, desvinculando-se mais e mais das sublimes virtudes. Esta doença (mesmo que curável) persiste, conduzindo a humanidade às
guerras, ao estress, às loucuras, à depressão e ao caos.
Achar os caminhos da alegria, depois de
perdidos, é como achar um tesouro escondido. Poucos o acham e só se consegue trilhando
as veredas da espiritualidade. Embora possa parecer, ela não significa religiosidade
extrema vida monástica ou desprover-se de sentimentos, mas o não se deixar levar irracionalmente pelo sentimentalismo e emoções, pelos quais muitas das
vezes somos traídos. No entanto, a razão que por sua vez é a voz do espírito, não nos engana, pois, ainda que os que caminham pela sua luz sejam imperfeitos, nela não há imperfeição, e quem a procura, descobre a alegria, e
achando-a, encontra com a felicidade, e a felicidade produz a paz e plena satisfação de
viver.
Existem fatores internos já citados, os quais brotam e se alojam dentro do nosso ser, e devem por toda
maneira ser extirpados, a começar pelas causas.
Também existem os que podemos chamar de fatores externos, ou seja, tudo o que
nos combate e nos agride física, psicológica e espiritualmente. Nestes casos, contrariamente, o que precisa ser combatido são os efeitos e não as causas.
Tais fatores externos,
com eles vamos sempre conviver, pois surgem involuntariamente, isto é, vêm de algo ou de outros contra nós. No entanto fazem parte do jogo da vida. Portanto, não permiti-los em nossa vida é praticamente
impossível. Neste caso, o que se deve fazer é tentar impedir de sofrermos os efeitos e não as causas.
Portanto, se o real
problema de infelicidade está no campo de meus sentimentos, sabendo que o maior
inimigo em questão não é exatamente o que me atinge, mas o efeito,
ou seja, a tristeza na minha psique, passo a
compreender que esta sim deverá ser bloqueada, para que não me afete na alma o meu estado de alegria. (o que seria uma perfeita evolução do espírito)
Por fim,
exercitando-me e empreendendo todas as forças, com sabedoria, para submeter meus
sentimentos ao poder da razão aliado ao Espírito de Cristo, tenho
uma sensação de superioridade e fortaleza, que mesmo nas perdas e humilhações ou nos momentos mais duros da vida, sentirei um sabor apreciável de vitória, ´por superar o que poderia ser um dos grandes inimigos de mim mesmo, que se chama tristeza. .
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