Paulo C Denúbila
Humildade, que grande virtude! Talvez a maior de todas as virtudes!
Com ela se tem as portas abertas, as portas da vida, as portas do céu, as portas dos corações.
A humildade, com a sabedoria se adquire, com o amor se expande, e com a prática se aperfeiçoa.
Sendo falsa cai por terra, e se verdadeira, se eterniza.
Não é por não contestar, que venha eu ser contado entre os humildes, pois poderá ser sinal de timidez; não é por não revidar, pois poderá ser por covardia; nem por não querer ser o melhor, pois poderá ser mostra de incompetência; nem ainda por não fazer valer meus direitos, pois, ao invés de humilde, talvez seja eu um indolente.
Humildade não é vestes rotas, nem submissão, ou inferioridade. Por detrás de tais aparências pode estar escondido um soberbo coração.
Afinal, o que é humildade, senão ser sem se engrandecer; ter sem se gloriar; possuir sem se ensoberbecer; ser tudo como se não fosse; ter tudo como se não tivesse; e mais ainda, não sendo nada de todas essas coisas, admitir que nada é.
Até que ponto devo ser humilde, sem pisar no campo da imbecilidade?
Acredito que, em situações em que não me exponha ao ridículo e em que não me afete o caráter ou a personalidade. Ainda mais se, depois de tudo, não produzir frutos para o bem comum.
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